Internet das coisas

A Internet das Coisas chegou no momento certo?

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Existem algumas invenções que “não pegaram” no momento de seu lançamento, como foi o caso do tablet (primeiro lançado no anos 60!!!) e do próprio smartphone (começo dos anos 90), apesar do muito burburinho feito em cima da tecnologia pela impressa e entusiastas. Uma das muitas razões (para este fracassos) pode ter sido o contexto do consumo deste tipo de mídia, que muda de geração em geração. A Internet das Coisas (internet ot things, em inglês, ‘IoT’), que não é bem propriamente uma mídia (questão para ser discutida em outro post), como é os smartphones ou mesmo os tablets, mas, como é possível observar, está ‘demorando’ a engrenar…

Um dos motivos, acredito, é justamente a falta de aplicabilidade no dia a dia das pessoas. Hoje o que se fala na Internet das Coisas está muito em aplicações comerciais e industriais, o que limita suas potencialidades. Diferente da chamada de vídeo conferência, que inventada nos anos 60, as pessoas (diga-se, donas de casa) temiam em mostrar o interior de suas casas para as outras pessoas, uma vez que teriam “arrumar a casa para atender o telefone” (até que, em um contexto social muito oposto, nos final dos anos 90, surgiu a webcam… que passou a ser usada a torto e a direito), a IoT tem um contexto social favorável, as pessoas não têm medo de conectarem suas coisas ou automatizarem as tarefas do dia a dia. Mas, falta a ideia sair dos conceitos, que vemos em matérias de sites, blogs e TVs… e chegar ao usuário final.

A realidade aumentada…

Um bom caso recente que ”tecnologia” que foi muito alarmada e, posteriormente, ganhou pouco uso prático foi a chamada realidade aumentada. Durante algum tempo ficou muito no underground, mas ganhou novo fôlego e um sonoro “agora vai” com os promissores lançamentos dos óculos de realidade aumentada, como o Occulus RV, comprado pelo Facebook, e o Google Glass (que pode ter reiniciado essa nova onda da realidade aumentada), além de projetos da Microsoft e de empresas orientais. Com isso, as pessoa passaram a enxergar com muito mais precisão as possibilidades de uso da realidade aumentada, como para jogos (obviamente), uso em escritórios e na educação, por exemplo.

Hoje em dia, o ciclo tecnológico é muito rápido e muitas tecnologias promissoras podem ficar “esquecidas” mesmo antes de chegarem até o consumidor final (foi um pouco assim com a realidade aumentada), mas, depois de um novo impulso ela pode “voltar” com tudo. A IoT tem tudo para chegar com tudo (perdoem a redundância), mesmo antes de ficar ‘escanteada’, só precisa de um empurrão (como o iPhone deu para os smartphones ou o iPad para os tablets), uma aplicação que costure todo o conceito e faça com que os usuário apliquem no seu dia a dia de forma geral, sem restrições.

Falta essa resposta: quem ou o que irá trazer a internet das coisas para nossas vidas de forma definitiva?

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Internet das coisas

Smart city: Internet das coisas e cidades inteligentes

“The 19th century was a century of empires, 20th entury was a century of nation states and the 21st century will be a century of cities.” Desta frase a cima, feita pelo ex-prefeito (1991-2003) da cidade norte-americana de Denver, estado do Colorado, Wellington Webb podemos tirar algumas ideias e contextualizar algumas mudanças importantes na sociedade em que vivemos, pois esta é a era da transformação das cidades comuns em uma smart city?
Smart Cities ou Cidades inteligentes são cidades, como seu nome já diz, que se valem da internet das coisas (internet of things, em inglês) ou troca rápida entre dispositivos inteligentes, que conseguem “pensar” ações a partir de um banco de dados “total”1 disponível para todos e em qualquer lugar.
Primeiro que, a partir do olhar a cima retratado, mesmo com as coisas mais globalmente conectadas, vemos um mundo cada veis mais hiper local, onde o que acontece na minha rua se torna mais importante para mim do que acontece em outros países do mundo, ou como disse o fundador do Facebook, Mark Zuckemberg, “um esquilo que morre no seu jardim tem mais relevância para você atualmente do que gente morrendo na África” (será que isto não é uma volta ao passado, quando os grandes meios de massa não atingiam a maior parte da população?).
Pelo sim ou pelo não, ao menos sabemos que este fato é favorecido pela liberação do polo emissor, que abriu brechas para pessoas comuns usarem a rede mundial de computadores para exporem os buracos de suas ruas e, assim, comoverem mais pessoas com causas mais próximas delas e que pode influenciar seu modo de vida diretamente.
Bom, em uma segunda camada, e esta mais interessante para nós, o que o ex-prefeito de Detroit, Wellington Webb, traz de mais expressivo em suas palavras é a visão de que o mundo está tomando uma nova reconfiguração, onde as cidades, cada vez mais hiper locais, estão ganhando valor frente ao que é maior em termos geográficos, o pais, por exemplo. As pessoas se importam mais com suas cidades do que com a nação. Até por ser algo mais palpável e que influencia diretamente em suas vidas, as pessoas preferem tratar de assuntos locais do que temas de hábitos maiores.
Mas, o que podemos usar para afirmar que, neste século, as cidades vão ser o centro das atenção? Será que voltaremos societárias que se possam parecer as cidades-estados de milênios atrás? Continue reading

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Comunicação Digital, Gráficos, Internet das coisas

Anatomia das cidades inteligentes (do futuro)

O mundo mudou dramaticamente nos últimos anos, principalmente em áreas urbanas: a população das cidades já é maior que a rural e a tendência é o seu crescimento (veja infográfico). Tal fato, todavia, abre espaço para que as cidades sejam revistas enquanto lugares habitacionais inteligentes.

Cidadãos, urbanistas, empresas e governos precisam mudar o foco do olhar para ver a demanda existente da necessidade da existência de “cidades inteligentes”, que seja personalizadas para seus habitantes.

Cidades inteligentes, como abordaremos no próximo texto, são conectadas por sensores e dispositivos que coletam e distribuem dados abertos, o tempo todo, em uma espécie de sistema senciente e capaz de tomar suas próprias decisões. Uma cidade inteligente não pára, ela vive junto e sempre perto dos seus cidadãos, que são as molas e mecanismos que impulsionam as decisões necessárias que os sistemas ou ambientes das cidades inteligentes precisam para se auto-regular.

Todavia, é preciso estudar quais as tecnologias e sistemas que serão capazes e necessários para tornar a criação de cidades inteligentes em realidade, pois as próprias cidades já demandam por isso, como veremos no infográfico.

No próximo texto trataremos melhor sobre o assunto. Bom, deixemos de falatório e vamos aos dados :)

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