Basicamente, você só “existe” no mundo de hoje se tiver no Google. É por meio do sistema de buscas do Google que a maioria massiva das pessoas buscam por informações dos mais infinitos tipos todos os dias. E você sabe como funciona o Google?
Quem trabalhar com comunicação digital bem sabe disso. Quem pesquisa cibercultura também entende a importância dos algoritmos do Google para a compreensão e inserção de camadas no cotidiano das pessoas.
Mas, e ai, como funciona esse mecanismo que seleciona, categoriza e organiza o interesse das pessoas ao buscarem determinado termo na ferramenta de buscas? Segundo o engenheito do Google:
Existem três coisas necessárias para ser a melhor ferramenta de busca do mundo: primeiramente, você precisa vasculhar a internet profundamente. Em seguida, você cria um ranking de importância das páginas e depois coloca apenas as relevantes em primeiro lugar.
Vendo este vídeo lembro um pouco dos filtros-bolha, criados pelos buscadores e redes sociais, como o Facebook, que tentam organizar nossas vidas a partir de alguns interesses nossos e recomendações de amigos previamente armazenados. Essas organizações podem tirar nosso “direito” de flanar pela rede e descobrir coisas novas, uma que vez que passamos a obter resultados de buscas cada vez mais parecidas com os interesses nossos e de nossos amigos, ou seja, ficamos rodando em circuitos marcados.
Mas, espera, será que queremos ficar sempre com os mesmos resultados, não queremos encontrar algo novo, inesperado? Como afirma o professor André Lemos, o que está em jogo é a neutralidade da rede. É o nosso direito que fazer o que quisermos, mesmo que isso seja ir de encontro ao que “somos”.
Nos dias 5 e 12 de maio acontecerá a segunda edição da Oficina de Comunicação Digital, ministrada por Monza Costa – Eu, neste caso 










